sexta-feira, agosto 31, 2007

foi ontem

despedimo-nos do avô, na varanda, a olhar para uma estrela. expliquei-te que tinha morrido e que estava na estrelinha. chamaste por ele mas expliquei-te que não te podia ouvir. tentaste chegar à estrela e pediste-me para tentar também. expliquei-te que não voltariamos a ver o avô e que ele ficaria lá a olhar para nós. dissemos adeus e declarámos-lhe o nosso amor.

(não deveriamos ter que falar na morte a uma criança de 2 anos...)

20 comentários:

  1. Nem entre nós adultos é fácil falar sobre a morte quanto mais falar a crianças.
    Mas olha que eles adaptam-se mais facilmente ás situações que nós.

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  2. pois não... :(
    Um beijo, Inês.

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  3. oh querida...
    sao sempre situaçoes mto complicadas...
    Na tua situaçao não sei se conseguiria falar...
    um beijo apertado!

    ana e susaninha

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  4. Não devíamos mm.

    um beijo, Inês.

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  5. Anónimo5:26 p.m.

    talvez não, mas quando se fala do que tem de ser COMO deve ser, como acho que fizeste, vale a pena.

    um beijo.

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  6. Olá Inês,
    Apesar de te ler há bastante tempo, só agora me ocorre comentar. Explicar a morte a uma criança é sempre complicado, sobretudo porque nos doi a nós. Eles têm pouca consciência dessa ideia de nunca mais. No entanto , há um livro muito giro (são todos os da colecção) que ajuda a expor a problemática da morte de uma forma positiva, como algo natural e integrante do ciclo de vida. Usei-o com a minha sobrinha aquando da morte do meu pai e penso que foi útil: chama-se o sapo e o canto do melro e é da caminho. Se achares interessante espreita. Eu acho a mensagem do livro interessante.

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  7. Não mesmo...
    :(

    Beijinho nos dois.

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  8. Força Inês...

    Tristes momentos.

    Beijocas

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  9. mas tendo de o fazer, escolheste a maneira mais bonita.

    obrigada pelo exemplo.

    yet again.

    @-,-'-

    xXx

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  10. Anónimo12:31 a.m.

    Ele está apenas no quarto ao lado. Lembra-se?
    Um beijo grande.
    Patrícia.

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  11. Oh Inês, tenho tanta pena.. não devia ser assim! Beijinhos

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  12. Anónimo10:47 p.m.

    Momentos muito complicados, parabéns pela coragem.
    Força!
    Taniana e Tomás

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  13. Anónimo12:27 p.m.

    Inês,
    Tal como te disse num mail k te enviei, "perdi" o meu pai quando estava grávida de quase 7 meses. A Beatriz sempre soube quem era o avozinho e diz sempre que ele está numa estrlienha no céu. Manda-lhe beijinhos todas as noites. E sempre que o faz o meu coração aperta-se de saudade e do amor que tenho pelos 2. E já passaram 2 anos... Como isto é complicado.
    Ana

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  14. Olá querida ervilha!
    Hoje passei por aqui com uma missão especialissíma, o Diago faz 29 mesinhos! Muitos Parabéns e muitas Felicidades!
    Muitas beijoquinhas fofinhas e xi-corações para o Diogo, para a Sara e para a mamã ervilha!

    PS-» o meu querido pai, faleceu há um ano e ainda me parece mentira..."Ontem" vocês fizeram uma linda homenagem ao teu...

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  15. em tudo na vida sou muito prática.

    qd o meu pai faleceu à cerca de 21 meses, falei directamente com as minhas filhas na altura a mais velha com 6 anos e a mais nova com 2, já lhes tinha falado de morte noutras alturas, falo-lhes de outros familiares que já "partiram" e que elas nunca conheceram.

    acho que se falarmos de quem já "partiu", faze-mos com que vivam outra vez, se é que me faço entender.

    sou uma pessoa que tem muito medo da morte, talvez por isso falo muito nesse assunto, para limitar o meu medo.

    tb uso a fantasia das estrelas para falar daqueles que já partiram.

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  16. não mesmo.

    mas fazes bem em fazê-lo.

    beijo grande, Amiga!

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  17. Passei por isso em Março, a Camila também tem uma estrelinha onde está o bisa que ela tanto amava. Custa tanto...
    Um beijinho.

    (obrigada pela dica sobre o leite)

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  18. Tenho pena que a maior parte das pessoas não se aperceba de como as crianças aceitam bem a ideia da morte, muito melhor que nós, adultos, porque a vão apreendendo de forma gradual - começam por entendê-la como uma mera ausência pontual, depois prolongada, até chegarem à ideia da ausência definitiva, sem dramatismos. Não há espírito mais aberto que o de uma criança. Por isso falo à minha da morte há um tempo, mesmo que ela nunca tenha tido de se confrontar com ela na vida. Aproveito a onda.

    Beijo

    ;)

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  19. sobre isso: um psicólogo informou-me que as crianças até aos três anos não "guardam" memórias. Ás vezes é bem preferível não falar nisso.

    São diferentes pontos de vista... há duas semanas este pareceu-me o melhor, quando faleceu um amigo muito querido e deixou cá o seu filho apenas com 3 anos.

    O médico aconselhou a não contar!

    um beijinho

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