sábado, fevereiro 16, 2008

2ª fase

finda a parte burocrática, chata e enervante da compra, começamos com o que tem piada: escolha de tintas, mudanças a fazer, projectos para o futuro. já temos o catálogo de cores e 2ª vem o dos corrimões...gosto disto :D

resumindo: agora vamos torná-la a NOSSA casa :)


10 comentários:

  1. Essa parte é muito gira!! Boa sorte para as escolhas...

    ResponderEliminar
  2. E eu que fiz essas escolhas com nove meses de gravidez, há quase três anos. Nem me arrastava, mas adorei fazê-lo. Inspira-te inês, para que a vossa casa reflicta e replique a vossa alegria. Luz de Estrelas

    ResponderEliminar
  3. ai,tão bommmmmmmmmmmmm!
    Parabens!
    bjs

    ResponderEliminar
  4. é a parte mais fixe da coisa!!!!

    boa sorte

    ResponderEliminar
  5. QUE MÁXIMO!! essa é a parte mais gratuficante! :))

    beijos

    ResponderEliminar
  6. Que feliz que fico por voces. Entao em Abril ja podemos ver a vossa casinha???
    Parabens. Tudo de bom.
    Beijocas dos ingleses

    ResponderEliminar
  7. essa parte é tão deliciosa!

    ResponderEliminar
  8. essa é a minha fase favorita! :p

    ResponderEliminar
  9. Mas que noticias tão boas!!

    Parabéns e toca a arrumar tudo ao vosso jeito!

    Beijinhos,
    Inês

    ResponderEliminar
  10. " eu construí a casa.

    fi-la primeiro de ar.
    depois hasteei a bandeira
    e deixei-a pendurada
    no firmamento, na estrela,
    na claridade e na escuridão.

    cimento, ferro, vidro,
    eram a fábula,
    valiam mais que o trigo e como o ouro,
    era preciso procurar e vender,
    e assim chegou um camião:
    desceram sacos
    e mais sacos,
    a torre agarrou-se à terra dura
    - mas, não basta, disse o construtor,
    falta cimento, vidro, ferro, portas -,
    e nessa noite não dormi.

    mas crescia,
    cresciam as janelas
    e com pouco,
    com pegar no papel e trabalhar,
    arremetendo-lhe com joelho e ombro
    ia crescer até chegar a ser,
    até poder olhar pela janela,
    e parecia que com tanto saco
    poderia ter tecto e subiria
    e agarraria, por fim, a bandeira
    que suspensa do céu agitava ainda as suas cores.

    dediquei-me às portas mais baratas,
    às que morreram
    e tinham sido arrancadas de suas casas,
    portas sem parede, rachadas,
    amontoadas nas demolições,
    portas já sem memória,
    sem recordação de chave,
    e disse: “vinde
    a mim, portas perdidas:
    dar-vos-ei casa e parede
    e mão que bate,
    oscilareis de novo abrindo a alma,
    velareis o sono de matilde
    com as vossas asas que voaram tanto.”

    então a pintura
    chegou também lambendo as paredes,
    vestiu-as de azul-celeste e côr-de-rosa
    para que se pusessem a bailar.
    assim a torre baila,
    cantam as escadas e as portas,
    sobe a casa até tocar o mastro,
    mas falta dinheiro:
    faltam pregos,
    faltam aldrabas, fechaduras, mármore.
    contudo, a casa
    vai subindo
    e algo acontece, um latejo
    circula nas suas artérias:
    é talvez um serrote que navega
    como um peixe na água dos sonhos
    ou um martelo que pica
    como um pérfido pica-pau
    as tábuas do pinhal que pisaremos.

    algo acontece e a vida continua.

    a casa cresce e fala,
    aguenta-se nos pés,
    tem roupa pendurada num andaime,
    e como pelo mar a primavera
    nadando como ninfa marinha
    beija a areia de valparaíso,

    não pensemos mais: esta é a casa:

    tudo o que lhe falta será azul,

    agora só precisa de florir.

    e isso é trabalho da primavera. "




    (pablo neruda)




    ...



    tão, mas TÃO feliz convosco...

    :o)))))

    @-,-'-

    ResponderEliminar