segunda-feira, junho 07, 2010

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há cerca de 2 semanas tivemos uma reunião com a psicóloga que fez os testes ao diogo para comprovarmos aquilo que já sabíamos: intelectualmente ele está ao nível dos miúdos que vão entrar no 1º ciclo em setembro e bem acima da sua faixa etária (isto não sgnifica que seja mais inteligente que ninguém, apenas que - por ter acompanhado sempre um grupo mais avançado - foi mais incentivado e correspondeu).

depois de ouvirmos a opinião da educadora, da dita psicóloga e da pediatra, depois de termos auscultado uma série de opiniões, resolvemos avançar com o pedido ao Ministério da Educação e aguardamos agora uma resposta.

tudo isto porque a psicóloga tem razão numa coisa: estar a retê-lo agora poderia ser (nunca o saberíamos) um erro evitável; deixá-lo avançar é permitir-lhe descobrir as suas capacidades (e se for necessário podemos sempre retê-lo mais à frente, caso se verifique essa necessidade).

uma coisa vos digo: o sorriso na cara do meu filho quando lhe dissemos que em princípio irá para a escola em setembro aprender a ler e escrever deu-me a certeza absoluta de que estamos a fazer a coisa certa. com o futuro lidaremos mais à frente..

48 comentários:

Pat disse...

:) Feliz por vocês :)

Vai correr tudo bem.

beijinho


Pat

Dorushka disse...

Estou a torcer para que a resposta do Ministério seja positiva! Boa sorte!

sofia disse...

:)
boa!

Ana Rita disse...

Wow! Que passo tão importante e bonito! E imagino a alegria dele só pelo que escreveste! :) Tenho a certeza que vai tudo correr bem!

kombi disse...

agora tb resta saber se quem o vai acompanhar vai ajuda-lo, é que há docentes que são muito renitentes no que toca a idades, se vão cedo é pq são imaturos se entram já com 7 anos é pq vão sem regras e com vicios da pré.

boa sorte e que tudo corra bem.

Anónimo disse...

Eu preferi adiar com os dois mais velhos e até hoje não me arrependi.
Normalmente as "dificuldades" dos que entram mais cedo apenas são evidenciadas no 3º ciclo, sendo o 8º ano o mais flagrante. Claro que depende de muitas variáveis, nomeadamente do acompanhamento que têm em casa. Mais a maior percentagem de retenções no 8º ano é exactamente em crianças que entraram com 5 anos.

Rute disse...

Não quero estar a confundi-la mas ... penso que devo deixar o meu testemunho.
O ano passado coloquei a minha filha de 5 anos na escola e não sei se o que fiz foi certo.
Depois da entrada achei que ela era imatura demais e que não bastava ela estar preparada para aprender a ler e escrever. Percebi que uma coisa é ela ser inteligente e estar preparada para aprender, mas outra coisa é estar preparada para enfrentar tudo o que a entrada na escola Primária traz.
Achei-a bastante imatura ainda para perceber que tinha de chegar a casa e fazer os trabalhos antes de brincar, para perceber que tinha de ficar 5 horas sentada e quieta numa carteira. Não foi fácil a adaptação. Ela só queria brincar e levanta-se muitas vezes a meio da aula, até se chegou a sentar no chão. Tive várias reuniões com a professora. Aprender bem ela sempre aprendeu e está a acabar o 1º ano com nota máxima a tudo, mas foi difícil ela adaptar-se ás suas novas responsabilidades. De facto, achei que para isso ainda era bastante nova e não estava preparada, a professora é da mesma opinião... arrependi-me um pouco, se fosse agora, tinha-a deixado brincar mais um ano, e tinha-a estimulado eu em casa.

Luz de Estrelas disse...

Boa sorte. Logo verás se é preciso retê-lo ou não.

Paula disse...

Que bom tudo se ter resolvido! :)

Mãe(q.b.) disse...

Ai que orgulho balha-me deus :)

Espero que a resposta seja um grande SIM!!

jocas

1gota disse...

Fizeram bem! :)

(Apenas para contabalançar os testemunhos menos positivos, dou o meu que é positivo. Tb entrei para a escola mais cedo e nunca tive dificuldades, apesar de nunca ter sido uma aluna excelente sempre estive dentro da média e fiz o liceu e a faculdade nos tempos certos. As crianças adaptam-se e por vezes precisam de um bocadinho mais de esforço para estar ao nível dos outros mas julgo que nunca me fez mal! :P O único senão foi notado pelos meus pais no ciclo em que se notava que era mais imatura mas depressa cresci.)

:*

InêsN disse...

Resposta a alguns dos comentários: neste momento, conhecendo o diogo como nós e a educadora conhecemos, acreditamos que estar a fazê-lo passar mais um ano na pré, vendo todos os amigos a avançar, seria a maior das frustrações para ele (não vou esquecer o que a educadora me disse há cerca de 1 mês: "o diogo tem uma aversão enorme à ideia de ficar mais um ano nesta sala").

Eu sei que há muito miúdos que mais tarde ficam retidos mas também sei que há muitos outros que não chegam a sentir dificuldades.

Sendo que o Diogo irá ficar, em princípio, no colégio até ao 4º ano, temos todo este tempo para o "estudar" e perceber se o mantemos assim ou se o retemos antes de passar para outra escola.

Rute, já agora uma pergunta: se a sua filha sentiu todas essas dificuldades porque não a reteve no 1º ano? coloco a pergunta porque essa é uma das hipóteses que colocamos..

Graça disse...

Inês,

que passo tão bonito!
Desejo que tudo corra pelo melhor :)
Beijinho *******

kombi disse...

Inês, reparo agora um dado muiiiiito importante, o facto do Diogo continuar a frequentar o colégio (privado) que tem frequentado.....aí a "história" é outra, e aí sim acho que lhe vai fazer bem, não que conheça o colégio, mas sim pq é um ambiente que ele já conheçe assim como os docentes, e depois pq o privado quer queiramos quer não, têm outras normas de ensino etc.

Acho que o choque que poderá vir a sentir será qd passar para o ensino público, todos o sentem, nem que seja da falta de regras e liberdade e ai sim é que é preciso ter muita "cabeçinha".

Boa sorte.

Helena Barreta disse...

Vai, com certeza, correr tudo bem. Não se assuste e confie no seu filho, nas suas capacidades e na sua maturidade. Vá por mim que não podia estar mais feliz e orgulhosa com o percurso escolar do meu filho.

O meu filho entrou no 1º ano com 5 anos. Nunca teve problemas de nenhuma ordem, nem de integração, nem de ser o mais novo da turma, sempre fez amigos com facilidade, a motivação, a vontade de aprender e sabedores que são da sua inteligência, fez com que o percurso decorresse muito bem.

Hoje, tem 18 anos e está a acabar o 1º ano da faculdade é feliz, continua a ser divertido e a ter muitos amigos.

Quando lhe falarem do "papão" do segundo ciclo e mais concretamente do 8º ano, não se amedronte, no caso do meu filho, não passou disso mesmo, um mito. Há, talvez, duas características da personalidade que levam a um bom desfecho, mas para todos os estudantes e não só para quem entra com 5 anos, que é a humildade e a modéstia.

Um beijinho

Helena Barreta disse...

Esqueci-me de lhe dizer que todo o percurso do meu filho foi em escolas públicas e a faculdade também é pública.

InêsN disse...

Helena, MUITO obrigada pelo seu testemunho :)

(do lado "negro" da coisa fala-se muitas vezes mas das experiências positivas nem por isso..)

mais uma achega: como devem ter percebido do que escrevi, nós estamos mais que dispostos a reter o diogo se for necessário e se for o melhor para ele, só não o queremos fazer apenas porque "sim".

Anónimo disse...

Muita sorte para ele. Muita.
Assusta-me a pressa dos pais em querer vê-los crescidos.

InêsN disse...

a mim assustam-me os comentários de quem, não conhecendo as crianças nem os pais, acha que pode palpitar desta maneira.

e dou-lhe um conselho: leia bem o que escrevi e tente não fazer julgamentos sem fundamento.

(ah...e ele não vai para a guerra para precisar de "muita sorte", vai para o 1º ciclo. se ele tivesse nascido 3 meses mais cedo esta questão não se colocava e eu não leria comentários sem nexo.)

Susie disse...

Eu conehço diversos casos positivos. Muito positivos mesmo de crianças que entraram mais cedo e se sairam bem. Uma delas acabou o ano passado o curso de Medicina e entrou com 5 anos (a fazer os 6 em Janeiro).
A questão de retê-lo no 1º ano é que me faz imensa confusão! Se é traumatizante ficar outra vez na pré-primária, então como será ficar retido um ano do 1º ciclo que para os miúdos equivale a "chumbar" um ano? Desculpa estar a colocar-te esta hipótese, que espero que nunca te seja colocada e que corra tudo bem (tenho a certeza que vai correr), mas não deixa de ser uma coisa a pensar.

Anónimo disse...

Olá Inês
Faça o que lhe manda o coração pois fará o que é melhor para o Diogo.
É de lamentar que hajam comentários tão negativos sobre o assunto, só demonstra que não a conhecem ....
Deve sentir-se orgulhosa por ter um filho especial como é e não digo isto apenas porque vai entrar para a escola com 5 anos mas por tudo o que ele é pois pelo que tem postado ele é realmente um menino especial.
Não ligue a comentários tão negativos esses sim são de lamentar....

O Diogo tão compreensivo e inteligente como é vai sem dúvida alguma compreender que é um passo importante aquele que vai dar e tenho a certeza que vai estar á altura.

Inês não tenha medo parece-me que voçês têm uma base familiar muito estável de modo que tudo vai certamente correr pelo melhor, assim o desejo.

Muitas felicidades (sou a "verde" do tempo da clix em que tentavamos engravidar, sempre segui o blog mas sou de fazer poucos ou quase nenhuns comentários :) também tenho 2 filhotes seguidos um com 3 anos e um com 4 anos:)

mim disse...

:) boa! vou mandar-te um email sobre este assunto, ok?

beijos para o diogo lindo (e crescido!)

InêsN disse...

susie, colocamos a hipótese de o reter no 1º ano ou noutro ano qualquer só em último caso e se se verificar que afinal ele não estava preparado. uma coisa é a nossa teoria e o que temos visto e outra será a realidade na sala de aula. Com esta questão só quis dizer que, ao contrário do que acredito que muita gente pensa, o nosso desejo não é de que ele esteja o mais à frente possível mas sim que esteja o melhor possível (seja em que ano for).

(e se ele ficar retido no primeiro ano podemos explicar-lhe que não conseguiu fazer os trabalhos como os outros meninos [há 2 crianças da sala dele que vão ficar retidas e ele sabe que é por esse motivo]. este ano não temos qualquer razão lógica para lhe dar.)

Luna disse...

qualquer pai babar.
Na minha opinião reter-lo poderia trazer aspectos negativos, pq ele está habituado aos colegas , poderia estranhar ou mesmo não compreender o porquê ficar naquela sala mais 1 ano. Se ele está assim avançado é aproveitar as capacidades dele. boa sorte!
bjinhos
Luna

Susie disse...

No colégio dos meus houve um ano em que tinham 3 casos como o Diogo. Crianças que só completavam os 6 anos bem dentro do ano (Março e Abril) e que por indicação da educadora passaram directamente para o 1º ano. Que eu saiba nenhum teve qualquer problema. Uma delas inclusivamente agora está no 5º ano (foi para um col+egio privado exigente...) e está no quadro de honra. é a melhor aluna da turma e uma das melhores da escola. Não quer dizer que por começarem mais cedo sejam mais inteligentes, mas este é um exemplo de como não têm que se sentir pouco preparados. Tenho a impressão que essas avaliações do ME são bem feitas e que se lhe derem luz verde é porque está preparado emocionalmente. Quanto à adaptação ao 1º ano ser dificil, a verdade é que é para todos. A turma do Henrique o anos passado teve toda um largo período de adaptação à nova realidade escola. Todos sem excepção tinham dificuldade em ficar sentados na cadeira durante muito tempo. Todos se levantavam sem pedir licença por dá cá aquela palha. Só no início do 2º período a professora considerou que estavam adaptados. Por isso... acho que essa também não será uma questão relevante. Ainda por cima se continua no mesmo colégio.
Vai correr tudo bem ;) Se ele ficou contente é bom sinal.

InêsN disse...

susie, eu emocionei-me ao ver o sorriso cheio dele...acho que isto diz tudo ;)

(e obrigada por todos os comentários)

Paula disse...

Olá, costumo ler muitas vezes mas acho que nunca comentei.

Também eu tenho uma boa experiência, o meu filho entrou com 5 anos no 1º ciclo e felizmente nunca teve problemas de ordem nenhuma. Hoje com 16 anos está a acabar o 11º e com um percurso bastante satisfatório.

Tudo de bom
Bjs

Helena Barreta disse...

As crianças, todas sem excepção, entrando no 1º ano com 5, 6 ou mais anos, não precisam de sorte, precisam de ser acompanhadas pelos pais, precisam que os pais não se demitam das suas funções de educadores e que os professores cumpram a sua tarefa, que é ensinarem e formarem cada criança.

Sorte precisam as crianças que os pais nem sabem, nem se apercebem, se têm ou não capacidades.

E não, não queremos que eles cresçam à pressa. Queremos é dar-lhes aquilo que sabemos que são capazes, porque lá está, somos pais, somos atentos e somos encarregados de educação e as professoras, psicólogas e educadores conhecem melhor do que ninguém as capacidades de cada um.

Beijinhos

mim disse...

inês, viste o meu email?

beijos!

SZ disse...

concordo... aqui em casa o mesmo... o lars foi para a primeira classe com 5 anos (a fazer o seis a meio do ano!). e so que as burocracias sao menos... mas tambem pensavamos o mesmo que tu.. a repetir o ano que seja mais a frente... do que ficar a engonhar desmotivado na pre-primaria!
estivemos com o coracao nas maos... o gosto de ler veio tarde... mas prova superada e nao e suprasumo nem esta acima da media... esta ao nivel medio da classe!
parabens para o diogo! e tudo de bom! jinhos. sonia

kombi disse...

É um tema que realmente tem muito que se lhe diga.....

Qd desejei sorte referi-mo á situação do ministério dar o parecer que vocês pediram e que penso que o desejem ( sim que ai é preciso sorte e influência da escola, que lidar com o ministério não é fácil, e acredito que quem mais desejou sorte tb se referia a esta situação) e nada tem a ver com a prestação do Diogo.

Em relação às escolas públicas e privadas garanto que existe uma grande diferença no que toca ao ensino, meios, parte humana etc, e aqui refiro-me á minha ( e alguma) experiencia de mãe, educadora e profissional, ou seja é a minha opinião geral.

E por último acho que os tempos que vivemos são complicados em todos os aspectos, então no ensino vivesse uma grande crise que passa essencialmente pelos meios humanos a começar pelos pais que muitas vezes ( e aqui é a minha opinião geral) vêem nos filhos a forma de se retratarem de mostrar aparências.

ana disse...

Só falta mesmo a minha opinião ,lol
Eu SEI QUE FAÇAM O QUE FIZEREM SERÁ SEMPRE O MELHOR PARA O DIOGO ,porque voçês são e serão sempre uns optimos pais ,e quer ele se adapte ou não ,há-de sempre ter o apoio incondicional da familia.
Claro que tambem não posso deixar de comentar as más linguas ,e a essas ,só digo uma coisa ,se não gostam do que lêm ,blogues não faltam por ai ,já era tempo de zarparem !
beijinho muito grande para os quatro

Anónimo disse...

Sou professora e assisto diariamente a casos de pais que acompanham o estudo dos filhos de uma forma que classifico como doentia. Passam todas as tardes, noites e fins de semana a estudar, resumir a matéria, fazer trabalhos, pesquisas, trabalhos de casa. Isto com meninos de 11, 12 anos e por aí fora. E para quê? Para poderem dizer que os meninos são pequenos einsteins, têm cinco a todas as disciplinas. Assisto a esse fenómeno diariamente. E intriga-me. No fundo, a prioridade não é a felicidade dos pequenos, mas a própria vaidade. Deixem as crianças crescer em serenidade. Há muito mais para aprender que aquilo que se aprende nas carteiras da escola. E a melhor maneira de ensinar é pelo exemplo. Ana

InêsN disse...

Ana, o seu comentário caberia com certeza noutro tópico que não este. só lhe posso dizer que o meu filho está longe, longe de ser um pequeno einstein (esses, só na tv :p).

kombi, não me revejo nessa tua "opinião geral" (e a resposta ao "boa sorte" não era para ti, obviamente).

Sara CS disse...

Boa!!! E que tudo corra muito, muito bem.
Beijinhos.

juliana pinto da costa disse...

Olá Inês!! =)
Eu também entrei com 5 anos na primária (Sou de Novembro)! Nunca tive problemas de qualquer ordem, também nunca fui nenhum Einstein! Entrei para a Universidade com 17 anos :)
E gostei sempre de ser a mais nova, nunca tive qualquer problema com isso!

Tenho a certeza que vai correr tudo bem, o Diogo tem PAIS que o acompanham e isso é o mais importante!!

Eu estou a ver-me na tua posição daqui a uns anos (ai!) pois a Constança também é de Novembro e é a mais nova da sala dela na escolinha. Apesar de ser a mais nova a educadora já me disse que a vários níveis, está muito mais desenvolvida que alguns colegas mais 'velhos'. Mas quando chegar a altura logo se verá! ;)

*Quicas* disse...

Olá Inês. Acho que fazem bem em seguir o vosso raciocínio. Vocês melhor que ninguém (incluindo estes anónimos) é que conhecem o Diogo e as duas capacidades.
Eu entrei na primária com 5 anos (só fiz os 6 anos em meados de Abril, já quase quase no fim do primeiro ano) e nunca tive dificuldades. Sempre estive em escolas públicas, não era a melhor da turma mas também não fui das piores.
Aos 17 anos entrei na universidade onde fiz dois anos de Línguas e Literaturas Anglo-Germanísticas e os 4 de educação de infância. Se senti algumas dificuldades no meu percurso escolar? Claro que sim. Se os meus pais sabiam no que se estavam a meter? Também.
Mas nada que um bom apoio familiar não compensasse as discrepâncias de idade, de maturidade...e até de altura (que eu era bem baixinha).

Por isso...deixá-lo ir com o resto do grupo para o 1º ciclo (aliás, ele está nesse grupo exactamente porque já provou ser capaz de o acompanhar). O pior que pode acontecer é ele ficar retido (como vocês mesmos põem a hipótese) no 1º ano. Ou não.

Seja como for, tudo correrá pelo melhor.

bjinhos

Anónimo disse...

Já muito foi dito e escrito sobre a entrada do Diogo com 5 anos na escola e a decisão cabe aos pais, e ao Ministério da Educação. O que me faz confusão é que esse Ministério de Educação que decidirá ou não a entrada de uma criança com 5 anos no 1º ciclo, fazendo os 6 só no próximo ano, é o mesmo que "congela" entradas de crianças com 5 anos mas que completam os 6 no final do ano, mas que tiveram o "azar" de nascerem depois do dia 12 de Setembro e que caso não haja vaga na escola, ficam 1 ano à espera e só entrarão na primária com quase 7anos. Não percebo a lógica de permitirem a entrada de crianças com 5 afazerem os 6 no próximo ano, ano em que deveriam entrar, mas condicionam e sujeitam a vagas crianças com 5 anos a fazerem os 6 nesse ano, ano que deveriam entrar. Parece-me incoerente e errada e de certa forma injusta esta avaliação do ME, mas lá está é o sistema privado que fala mais alto e tem influência junto de um Ministério que deveria olhar para todos da mesma maneira e não o faz. Portanto, para mim essas avaliações são feitas de forma leviana e quem paga mais, quem tem influência consegue e tem a entrada garantida. É o país que temos!
Isabel Soares

Dorushka disse...

Inês, se me permites, gostava de responder à Isabel Soares
O ministério da educação não "barra" a entrada na primária a todas as crianças que fazem os 6 anos depois do dia 12 de Setembro, isso só acontece quando já não há vagas. Se houver vagas para todos, entram todos os que completam o 6º aniversário até ao final do ano. No caso do Diogo, se o Ministério da Educação permitir o seu ingresso no ensino básico antes daquilo que é suposto, ficará, ainda assim sujeito a que haja vaga. Por acaso não fica porque os pais o vão inscrever num colégio privado e aí, embora as regras sejam as mesmas em relação à idade, as vagas só dependem do próprio colégio.
Por acso concordo que não tem lógica não abrirem vagas para todas as crianças que fazem anos até ao final do ano, mas depois também seria injusto para aqueles que tiveram o "azar" de nascer depois de 31 de Dezembro, não é?
Quer queiramos quer não, tem que se estabelecer uma data e haverá sempre quem não fique satisfeito com isso.

Anónimo disse...

Doruska, obrigada pelo esclarecimento. Eu sei que se houver vagas, eles entram na mesma, a questão é que não faz sentido haver esse critério, porque no meu tempo, e eu tenho 35 anos, entravam na primária quem fizesse 6 anos até 31 de Dezembro, quem fizesse os 6 anos no ano seguinte entraria nesse ano. Isso sim,parece-me justo. Agora permitirem a entrada de quem só faz 6 anos no ano seguinte e condicionarem a vagas os que fazem os 6 nesse ano( porque vão para uma escola pública), não me parece nem lógico nem justo. E parece-me que é um bocadinho diferente a questão dos meninos nascerem depois de 31/12 e dos que nascem até 31/12, devem entrar com 6 anos feitos até ao final do ano, se os fazem no inicio do ano,não vejo problema algum de entrarem nesse ano. A data limite deveria ser 31/12 e esse critério deveria ser para todos, quer sejam crianças que irão para o público, ou privado.
Eu também sou de Março e entrei na primária com 6 anos e meio, não vejo mal nenhum nisso e não acho que tenha tido "azar" por nascer 3 meses depois . Entrei no ano que era suposto entrar, e na minha opinião deveria continuar a ser assim, não antecipar a entrada de uns, nem atrasar a entrada de outros.
Isabel Soares

Dorushka disse...

Cara Isabel, parece-me que agora demonstrou melhor o seu ponto de vista do que no comentário anterior. E concordo consigo. Mas, de uma forma ou de outra, vai sempre haver quem esteja insatisfeito.

Anónimo disse...

É sempre dificil saber o que fazer em casos destes e muitas vezes adiar decisoes é o pior dos males... Cá em casa foi assim: os pais foram teimosos e nao ouviram a educadora a recomendar que a filha inicia-se a escola com 5 anos ("somos contra a estimulacao precoce" diziamos categóricos). A miuda lá entrou para o 1 ano com 6 anos feitos em Marco como manda a lei. 3 dias depois de comecar a escola a professora pergunta se já pensamos em po-la directamente no 2 ano porque ela vai aborrecer-se de morte e está muito adiantada em relacao ao resto das criancas. "Nao, ela é pequenina e se sabe muito, pode ajudar os que sabem menos" insistiam os pais teimosos...Final de Outubro, miuda frustrada e sem vontade de ir para a escola onde nada aprende. A psicologa da escola decidiu tomar conta do assunto e a menina foi passar um mes ao 2 ano à experiencia... de onde nunca mais saiu. Acabou o 2 e 3 ano com optimas notas, feliz e cheia de amigos. E os pais teimosos o que dizem? Pois era bem melhor ter comecado a escola com 5 anos...
Felicidades! Sofia

Mãe Marta disse...

Acho que fazem lindamente! :)

Tenho um amigo q até à faculdade seguiu sem perder e entrou nos mesmos moldes. E se ele quer, nada estão a perder! :)

Tudo de bom!

Mãe Marta disse...

Calma, o Diogo é de Novembro? Então para quê tanto drama? No nosso tempo entravam as crianças que faziam 6 anos até Dezembro!

Estava aqui a pensar e a M, em termos cognitivos, faz o mesmo q os meninos da mesa do 5 anos e com uma perna às costas (modéstia à parte) e a pediatra queria que a adiantasse. Mas a M faz os 6 em Abril (este anos era da mesa dos 4), a M não pede, a M é uma aluada de primeira e sem "opinião" ainda. Pode estar bem a nível congnitivo mas maturidade "0", e a ir ía para a escola pública e "não, nem pensar".
Mas apenas para dizer que cada caso é um caso, e o do Diogo não têm nada a ver com o da M... (cromisse de quem opina ainda mais negativamente e sem saber do que se trata - na minha modesta opinião)
Já têm resposta?

flor disse...

Olá Inês, vim dar ontem a este blog por acaso e devo dizer que gostei muito :)
Gostaria de deixar o meu testemunho, relativamente à entrada precoce das crianças na escola.
Esse assunto gera sempre alguma polémica, porque infelizmente, há quem se queira aproveitar das crianças para se vangloriar perante terceiros, ou porque são pessoas frustradas ou porque a pressão da sociedade é tão grande, que acham que isso é uma forma de colocar os filhos na linha da frente e os tornar adultos de sucesso. Esquecem-se é que por vezes isso pode ter o reverso da medalha. Há crianças que de tão pressionadas que foram ao longo da vida, acabam por alterar o seu comportamento de forma inesperada.
Por outro lado, há de facto as crianças que mesmo não tendo sido muito pressionadas, tiveram ou têm um desenvolvimento acima da média e gostam de aprender e são mais concentradas e tem um grau de maturidade elevado e é para isso que há uma avaliação psicológica da criança.
Portanto venham a dizer o que lhe disserem em relação ao seu filho, o mais importante é a opinião de um profissional.
Venho falar da minha irmã Inês, que tem neste momento 19 anos, feitos em Abril.
A Inês, talvez por ser a mais nova de 5 irmãos, não teve falta de quem puxasse por ela, foi bastante estimulada nos primeiros anos de vida. Se isso é importante? É. Se isso é determinante? Não. Ela assimilava as coisas com extrema facilidade. Começou a falar muito cedo, a decorar músicas infantis muito cedo, a aprender as letras muito cedo. Aos 4 anos sabia ler. Foi para a pré primária e eu que assistia às reuniões da escola, pensei... ela aqui não vai aprender nada de novo, sabe as cores, as letras, ler, faz desenhos como ninguém. Os meus Pais, acharam que ela estava mais do que preparada para entrar na 1ª classe, porque não o fazer, era andar para trás, era ficar parada no tempo. Depois de ser submetida a uma avaliação psicológica, teve permissão de entrar na escola aos 5 anos. Não teve qualquer problema de adaptação e os profissionais da escola, chegaram mesmo a propôr, que avançasse mais um ano. Nessa altura foram os meus pais que acharam por bem que não, porque poderia ser demasiado brusco para ela.
NUnca foi objectivo dos meus pais, ter um pequeno géniozinho em casa, simplesmente, as coisas foram acontecendo, com bastante naturalidade.
A Inês, frequentou sempre o ensino público e teve um percurso escolar irrepreensível, entrou aos 17 anos na Universidade pública e não foi de todo prejudicada por ter entrado um ano mais cedo.

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