quinta-feira, abril 28, 2011

"Por um mercado de trabalho mais flexível, part-time lovers, uni-vos !"


o meu brevíssimo e amargo contributo para a revolução:

é uma pena que eu esteja a considerar um futuro profissional numa área que nada me motiva, a ganhar menos do que ganhava e sem qualquer desafio para a minha cabecinha apenas em nome de um horário de trabalho e de uma proximidade geográfica que me continuem a permitir passar uma parte dos meus dias com os meus filhos (e não apenas aquela hora do "faz comida-janta à pressa-toma banho-lê a história a correr-grita de desespero-olha lá que já não vais dormir o que precisas-deita, beija e até amanhã" do costume). Porque até posso considerar a ideia de ser uma profissional frustrada mas mãe frustrada é coisa que não me quero nunca sentir!

(essa oportunidade ainda não apareceu mas sei que se aparecer, a par com outra melhor remunerada, com mais interesse mas longe de casa...a primeira será, sem qualquer dúvida, a minha escolha)

9 comentários:

Sílvia disse...

Percebo-te e faria o mesmo!
Beijinho:)

A mãe que capotou disse...

Obrigada Inês ! Vamos flexibilizar isto tudo, frustradas é que não, bolas.

maedoskiduxos disse...

É isso tudo, Inês, é isso tudo...eu vou-me aguentando em casa, mas tenho consciência que, se não acontecer uma reviravolta, não poderei continuar assim para sempre, como é o meu desejo, pois não quero ver os meus filhos a passarem privações no essencial.

Cláudia disse...

Penso exactamente como tu.

Mas ACHO (digo acho, porque nunca digo nunca) que só aceitaria um trabalho a ganhar pouco, estando os filhos com idade como os teus, idade escolar e/ou pré-escolar (seria mau tirá-los da escola nestas idades)...

Para ganhar muito mal e não acompanhar nada as crianças não sei até que ponto é benéfico.
Conheço mães que estão a trabalhar para pagar o colégio (a crianças com 1 e 2 anos)trabalhos estes precários ou situações temporárias e a ganhar mal (digo mal, mesmo!)
Respeito a opinião das pessoas, mas trabalhar SÓ para pagar um colégio a um bebé, e não acompanhar o crescimento nestas idades, não obrigada.

ACHO que preferia ficar em casa com o bebé...e mais tarde procuraria alguma coisa, pois infelizmente trabalhos precários, há sempre.
É a minha opinião... vale o que vale...

Cláudia disse...

Claro que esta minha opinião, é em relação a bebés...pois acho que toda a criança a partir dos 3/4 anos DEVE frequentar uma escolinha, nem que para isso se ande a ganhar SÓ para o colégio... Por muito chato que seja...

Bjs

Francesca disse...

percebo-te tão bem....porque esse é o meu dia a dia. A correr e a gritar despacha-te :(

eu bem tento contrariar, mas é muito difícil

Helena Barreta disse...

Quando o meu filho nasceu, deixei de trabalhar para ficar com ele. Foram 4 anos simplesmente maravilhosos. É que essa correria, que tão bem descreve, é muito desgastante e não é só para mãe.

Chamem-me antiquada, velha o que quiserem, mas parece-me, e salvo melhor opinião, que todos ganhávamos se proporcionassemos às crianças, até por volta dos 3 anos, uma educação mais centrada na família e fora dos infantários e colégios.

A mãe que capotou disse...

Ja estas no blogue da revolução :
http://revolucionarparaflexibilizar.blogspot.com/2011/04/por-um-mundo-de-trabalho-mais-flexivel_29.html

Boa revolução, Inês !

mdemae disse...

Assino por baixo! Eu faria o mesmo!
(ainda não fiz o meu txt)