sexta-feira, agosto 31, 2007

foi ontem

despedimo-nos do avô, na varanda, a olhar para uma estrela. expliquei-te que tinha morrido e que estava na estrelinha. chamaste por ele mas expliquei-te que não te podia ouvir. tentaste chegar à estrela e pediste-me para tentar também. expliquei-te que não voltariamos a ver o avô e que ele ficaria lá a olhar para nós. dissemos adeus e declarámos-lhe o nosso amor.

(não deveriamos ter que falar na morte a uma criança de 2 anos...)

20 comentários:

nosurprises disse...

Nem entre nós adultos é fácil falar sobre a morte quanto mais falar a crianças.
Mas olha que eles adaptam-se mais facilmente ás situações que nós.

Alecrim disse...

pois não... :(
Um beijo, Inês.

Ana disse...

oh querida...
sao sempre situaçoes mto complicadas...
Na tua situaçao não sei se conseguiria falar...
um beijo apertado!

ana e susaninha

flores disse...

Não devíamos mm.

um beijo, Inês.

pal disse...

talvez não, mas quando se fala do que tem de ser COMO deve ser, como acho que fizeste, vale a pena.

um beijo.

pandora disse...

Olá Inês,
Apesar de te ler há bastante tempo, só agora me ocorre comentar. Explicar a morte a uma criança é sempre complicado, sobretudo porque nos doi a nós. Eles têm pouca consciência dessa ideia de nunca mais. No entanto , há um livro muito giro (são todos os da colecção) que ajuda a expor a problemática da morte de uma forma positiva, como algo natural e integrante do ciclo de vida. Usei-o com a minha sobrinha aquando da morte do meu pai e penso que foi útil: chama-se o sapo e o canto do melro e é da caminho. Se achares interessante espreita. Eu acho a mensagem do livro interessante.

mãe dos kiduxos disse...

Não mesmo...
:(

Beijinho nos dois.

TrêsGatosMiaus disse...

Força Inês...

Tristes momentos.

Beijocas

nana disse...

mas tendo de o fazer, escolheste a maneira mais bonita.

obrigada pelo exemplo.

yet again.

@-,-'-

xXx

Anónimo disse...

Ele está apenas no quarto ao lado. Lembra-se?
Um beijo grande.
Patrícia.

Mu disse...

Oh Inês, tenho tanta pena.. não devia ser assim! Beijinhos

Anónimo disse...

Momentos muito complicados, parabéns pela coragem.
Força!
Taniana e Tomás

Anónimo disse...

Inês,
Tal como te disse num mail k te enviei, "perdi" o meu pai quando estava grávida de quase 7 meses. A Beatriz sempre soube quem era o avozinho e diz sempre que ele está numa estrlienha no céu. Manda-lhe beijinhos todas as noites. E sempre que o faz o meu coração aperta-se de saudade e do amor que tenho pelos 2. E já passaram 2 anos... Como isto é complicado.
Ana

Lojinha da Pipocas disse...

Olá querida ervilha!
Hoje passei por aqui com uma missão especialissíma, o Diago faz 29 mesinhos! Muitos Parabéns e muitas Felicidades!
Muitas beijoquinhas fofinhas e xi-corações para o Diogo, para a Sara e para a mamã ervilha!

PS-» o meu querido pai, faleceu há um ano e ainda me parece mentira..."Ontem" vocês fizeram uma linda homenagem ao teu...

www.palavrademae.blogspot.com/ disse...

em tudo na vida sou muito prática.

qd o meu pai faleceu à cerca de 21 meses, falei directamente com as minhas filhas na altura a mais velha com 6 anos e a mais nova com 2, já lhes tinha falado de morte noutras alturas, falo-lhes de outros familiares que já "partiram" e que elas nunca conheceram.

acho que se falarmos de quem já "partiu", faze-mos com que vivam outra vez, se é que me faço entender.

sou uma pessoa que tem muito medo da morte, talvez por isso falo muito nesse assunto, para limitar o meu medo.

tb uso a fantasia das estrelas para falar daqueles que já partiram.

AnaBond disse...

não mesmo.

mas fazes bem em fazê-lo.

beijo grande, Amiga!

scaf disse...

Um beijo grande.

CLS disse...

Passei por isso em Março, a Camila também tem uma estrelinha onde está o bisa que ela tanto amava. Custa tanto...
Um beijinho.

(obrigada pela dica sobre o leite)

dia-a-dia disse...

Tenho pena que a maior parte das pessoas não se aperceba de como as crianças aceitam bem a ideia da morte, muito melhor que nós, adultos, porque a vão apreendendo de forma gradual - começam por entendê-la como uma mera ausência pontual, depois prolongada, até chegarem à ideia da ausência definitiva, sem dramatismos. Não há espírito mais aberto que o de uma criança. Por isso falo à minha da morte há um tempo, mesmo que ela nunca tenha tido de se confrontar com ela na vida. Aproveito a onda.

Beijo

;)

ana disse...

sobre isso: um psicólogo informou-me que as crianças até aos três anos não "guardam" memórias. Ás vezes é bem preferível não falar nisso.

São diferentes pontos de vista... há duas semanas este pareceu-me o melhor, quando faleceu um amigo muito querido e deixou cá o seu filho apenas com 3 anos.

O médico aconselhou a não contar!

um beijinho